terça-feira, 24 de junho de 2008

Festa Japonesa no Centro

Renata Roxo

Em 18 de junho de 1908, o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos trazendo 165 famílias de imigrantes japoneses para trabalhar nos cafezais paulistas. Em 2008, não são, obviamente, mais 165 famílias apenas, mas uma comunidade tão grande que tem bairros só para ela e um infindável apelo a nós, ocidentais, que vivemos tentando aprender sempre um pouco mais sobre a sua cultura, culinária, idioma...

Assim sendo, comemorações pelos 100 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses, estão agendadas e acontecendo nas principais capitais do país.

Na nossa capital, o Centro Cultural Banco do Brasil montou a exposição NIPPON – 100 anos de integração Brasil-Japão; carro chefe das comemorações na cidade; que promete abrandar pelo menos um pouco dessa nossa curiosidade.

Espalhados pelo prédio e pela maior parte dos espaços de exposição, estão espalhadas peças de cerâmica, vestuário, armas, antigas e contemporâneas que nos dão um vasto panorama sobre as suas atividades artísticas e culturais.

Ainda fazem parte da exposição workshops de origami, ikebana e shows gratuitos.

"É uma exposição enorme! Tive que voltar duas vezes para poder ver tudo. É muito interessante!" dizia a professora aposentada Consuelo Silva.

Comentários como o da professora não são raros. A exposição é encantadora e um belo programa para as suas férias!


E matta ne!


Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Exposição de 27 de maio a 13 de julho de 2008
De terça-feira a domingo das 10h às 21h
Informações pelo telefone (21) 3808-2020
Entrada Franca

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

O universo de Jorge Amado retratado em exposição

Daniel Moncada

Personagens retratados nas histórias de Jorge Amado - escravos, mulatas, marinheiros, feirantes, coronéis - e o ambiente que o autor lhes acrescenta podem ser vistos em fotografias na exposição A Bahia de Jorge Amado, no Instituto Moreira Salles, na Gávea.

Uma seleção de imagens da Bahia dos séculos XIX e XX feitas por fotógrafos como Marcel Gautherot e Marc Ferrez, está à disposição dos interessados na obra do escritor de Gabriela, cravo e canela, Tieta do agreste, Dona Flor e seus dois maridos, dentre outros livros aclamados mundialmente (acompanhe aqui a biografia do autor). São fotografias de paisagens, pessoas e costumes que remetem à visão da Bahia que Jorge Amado imortalizou em suas tramas. Ilhéus e Salvador são as cidades mais fotografadas, por serem o palco principal das personagens do autor.

Os fotógrafos Ferrez e Gautherot, apesar de franceses, têm um olhar apurado sobre a realidade brasileira, e José Medeiros e Edu Simões, os principais nomes brasileiros nas imagens expostas, capturaram situações fascinantes da cultura baiana: celebrações do candomblé, pescadores, mulheres conversando, paisagens de fim de tarde, vistas do mar de Ilhéus...

Estão à mostra também, primeiras edições de livros do de Jorge Amado, assinados por ele e com dedicatórias para amigos, alguns também escritores, como a cearense Rachel de Queiroz. “Desde o início, o visitante estabelece uma relação entre o objeto livro e o universo imaginário de Jorge Amado", diz o curador da exposição Sérgio Burge, que acredita nas fotografias como incentivadoras da literatura.

Todas as imagens expostas pertencem ao acervo do Instituto Moreira Salles, que, não as classifica por temas, deixando a imaginação do visitante se levar pela Bahia do autor. Veja também

A BAHIA DE JORGE AMADO - Instituto Moreira Salles (R. Marquês de São Vicente, 476 - Gávea - Tel.: 3284-7400). De terça a domingo, das 13h às 20h. Entrada franca. Até 20/8.

Seriados virtuais conquistam internautas

Agatha Ramos

Séries, todas nacionais, bem produzidas e com ótimos roteiros, criadas exclusivamente para a tela do computador - em sua maioria muito melhores que qualquer pseudo-comédia televisionada em horário nobre - vêm conquistando cada vez um número maior de internautas.

Uma delas é o seriado Conversas de Elevador. Escrita e protagonizada pelo ator Felipe Reis, de 25 anos, ele conta como a série surgiu, ''Sou ator formado e devido à falta de oportunidades de emprego na área, pensei em fazer algo para mim mesmo. Conversando com o meu irmão menor, pensamos em fazer uma 'zoeirinha' com o elevador do prédio. Quando o primeiro episódio ficou pronto é que vimos que ali tinha uma série''.

A cada episódio, Edgar passa por situações cômicas e bastante constrangedoras ao dividir o elevador com um morador de seu prédio. O atleta todo suado que acabou de jogar uma partida de basquete, o roqueiro do 51, o velhinho que é simpático até demais, o vizinho claustrofóbico, todos esses já passaram pelo elevador, e personagens novos são constantemente criados.

Assista abaixo ao 27° episódio onde Edgar dá de cara com uma surpreendente notícia:


Para Hélio Ishii, diretor de Mina & Lisa, série que gira em torno das dúvidas existenciais de duas adolescentes, o melhor de trabalhar com a internet é o feedback imediato da audiência.''Tem capítulos que dão 30 mil acessos, outros apenas mil. Conhecemos outras pessoas, trocamos experiências e essa interação vira uma piração''.

Nesse episódio os pais Mina decidem ir embora do Brasil:


Veja também outras séries virtuais:

Narco Talk Show - Talk show com uma apresentadora desbocada e de humor peculiar.

Babilônia 1981 - Haroldo Silva, Marcos Rodrigues e Ana Falcão revivem os anos 80.

Pai Tingah - O ator Cléber Colombo vive um pai de santo salafrário e atrapalhado.

Natureza Humana - Série de animação com personagens que abusam do humor negro.


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terça-feira, 17 de junho de 2008

Últimas semanas do projeto Quarta às Quatro na Biblioteca Nacional

Daniel Moncada

A Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro apresenta até o dia 25 de julho o projeto Quarta às Quatro. Quem perdeu os primeiros debates de 2008 ainda tem tempo de conferir as duas últimas semanas do evento. As conferências, que acontecem todas as quartas as 16h no auditório Machado de Assis, tem o título geral de 2008: Estudos Comemorativos e prometem relembrar fatos marcantes que marcaram a história do país e do mundo.

No dia 18 de junho será a vez da presença do jornalista Antônio Maria Filho na palestra Os caminhos do penta, segundo encontro sobre os 50 anos da conquista da primeira Copa do Mundo.

Eduardo Coutinho encerra a programação do primeiro semestre do projeto, falando sobre os 100 anos do nascimento de Guimarães Rosa.

Outros participantes já participaram dos temas do evento. Na semana passada, o jornalista Luiz Mendes participou da palestra “Escrete
de ouro: trampolim da glória”, também sobre a conquista da primeira Copa do Mundo, em 1958.


Essa é a terceira edição do projeto Quarta as Quatro concebido por Vitor Iorio, jornalista e professor da FACC-UFRJ, também curador do evento, que é transmitido em tempo real pelo InstitutoEmbratel 21, no site http://www.institutoembratel.com.br/

Rio se transforma na capital do cinema latino

Agatha Ramos

Se você é cinéfilo de carteirinha não pode perder a 15° edição do Cinesul : Festival Ibero-americano de Cinema e Vídeo.

O evento, que começa hoje e vai até o dia 29 de junho, reúne cineastas, pesquisadores, estudantes de cinema, artistas, técnicos e o público em geral, além de possibilitar o intercâmbio entre produtores, distribuidores e exibidores através de encontros, seminários e oficinas.

Produções recentes de países como Argentina, Espanha, Brasil, Portugal, México, Venezuela, Chile, Cuba, entre outros de língua latina ganham espaços para exibição cinco pontos da cidade (Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Cinemateca do MAM e Ponto Cine, em Guadalupe) e o melhor, todos com entrada franca.


Serão 80 filmes na mostra competitiva e cerca de 160 exibidos em mostras paralelas. Em competição estão longas-metragens de ficção, documentários, e trabalhos de média e curta-metragem, incluindo a categoria Cinesul Animado que apresenta curtas de animação para o público infanto-juvenil e adulto.

''A comissão de seleção teve muito trabalho este ano, não só por conta do maior número de produções, como também pela qualidade dos trabalhos inscritos. Foram decisões difíceis de tomar. Tenho certeza de que o público vai apreciar muito a programação deste ano'', destaca Leonardo Gavina, organizador do festival.

Veja aqui o trailer de O Grão, que será exibido hoje às 17h no Centro Cultural Banco do Brasil.


Rock na internet

Renata Roxo

O Monotube é uma banda diferente.
No ano de 2006, o músico Mike Vlcek, compôs e gravou as músicas do primeiro cd demo antes mesmo de definir seus parceiros de banda, também seus melhores amigos. E, recém saídos do forno já ganharam o Prêmio London Burning 2006 de Música Independente na categoria "Melhor Demo". As músicas, com melodias dançantes e letras de amor e afins, que grudam na cabeça de quem escuta foram arrebatando fãs pelo Rio de Janeiro.
Em 2007, chegaram a final do Festival B de Banda e decidiram dar um tempo logo depois.

Mike explica:
- A dita "cena" underground e independente está definhando, e o reflexo disso é a escassez de show bons pintando. Por esta razão, o Monotube está dando um tempo dos palcos e focando na divulgação por internet.

E, por isso, o Monotube é uma banda diferente - o investimento é pesado na divulgação feita pela internet e, hoje, é quase uma banda virtual (no bom sentido).

- É com a internet que se ganha fãs, e este é o público que queremos atingir, um público fora da dita cena independente, que cria um borburinho em torno de um nome. A outra parte são os shows ao vivo e o convívio com a cena, mas neste ponto o Rio vive um período de crise. - declara Mike.

O segundo cd, "Uma palavra basta", foi concebido durante o ano de 2007, numa campanha onde a proposta era lançar na internet uma música inédita por mês. Quem já conhecia a banda, ficava ansioso esperando pela próxima música. A versão física do cd tem capa pronta, mas não existe ainda. Em compensação, está disponível na internet.

Este ano, o investimento da banda é no lançamento de clipes; Youtube e celular são os canais. Um dos clipes - "Mulher" - foi parar no portal do site MSN. A banda tem fotolog, comunidade no Orkut, My space; participa de todos os canais disponíveis que possam abrir as portas para quem conhece e quem não conhece a banda. E o mais legal é que tudo é disponível para download gratuito e serve de consolo para quem aguarda um novo show.

Para ouvir e baixar:

Para ver:

Para ler e participar:

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terça-feira, 10 de junho de 2008

Entrada gratuita no aniversário do Jardim Botânico

Agatha Ramos

Considerado um dos dez mais importantes do mundo, o Jardim que já foi reduto do grande maestro brasileiro está completando 200 anos esse mês. De 1808, data de sua fundação, até agora, passou por transformações, mudou de nome, de estrutura, além de ter recebido visitantes ilustres como Einstein, Rainha Elisabeth II do Reino Unido, entre outros. Veja algumas fotos do JB.

Basta passar na calçada da Rua que leva o mesmo nome pra respirar um ar mais puro e entender por quê há dois séculos atrás, Dom João VI criou o Jardim da Aclimação, como era chamado antes de se tornar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Esses 137 hectares de Floresta Tropical no meio da cidade têm atraído anualmente milhares de visitantes, biólogos e cientistas do mundo inteiro, turistas, famílias, casais apaixonados, além de pessoas que caminham diariamente pelo jardim. Assista o vídeo.

Para comemorar dois séculos de pesquisas, conservação da biodiversidade e preservação do meio ambiente, quem for ao Jardim Botânico nos dias 13, 14 e 15 de junho terá a oportunidade de fazer uma viagem no tempo e participar de uma trilha onde será contada a história do Jardim por atores vestidos com roupas de época. As trilhas sairão de hora em hora, a partir das 9h.

Quem ainda não conhece, essa é uma grande oportunidade de visitar e entrar em contato com um pouco da história desse patrimônio da nossa cidade, já que a entrada será gratuita. Estão programadas ainda, palestras e concertos. Confira aqui a programação completa das comemorações de aniversário.

Jardim Botânico
Endereço: Rua Jardim Botânico, 920 (pedestres)
Telefone: (21) 3874-1808
Horário de Funcionamento: Aberto diariamente de 08:00h às 17:00h
Estacionamento temporariamente interditado

Orquestra Imperial abre temporada no Monte Líbano

Daniel Moncada

Para comemorar seis anos de existência, a Orquestra Imperial abre temporada de shows todas as quintas, no Monte Líbano. O primeiro baile acontece já nessa semana em comemoração aos Dia dos Namorados. Na estréia, DJ Malboro aparece como convidado especial antes e depois do evento. Nas apresentações seguintes, outros artistas também farão participações junto com o grupo.
Preparando-se para fazer a primeira turnê européia, A Orquestra Imperial foi formada em 2002 por grandes nomes do cenário carioca como Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Moreno Veloso, Thalma de Freitas, Domenico e Kassin, Nina Becker, Rubinho Jacobina, Berna Cepas, Rodrigo Bartolo, Pedro Sá e Bidu Cordeiro. Eles se uniram com a intenção de fazer pérolas do samba e cover inusitados, apenas por diversão, só que o projeto passou a se tornar mais sério e então passaram a tocar suas próprias composições. Os shows da banda geralmente tem presença de ilustres cantores como Marcelo Camelo, Fernanda Abreu, Ed Motta e outros. No repertório todos os tipos de ritmos para embalar os presentes. Assista um vídeo do grupo

Vencedora do Prêmio APCA de 2007 como "Melhor Grupo", a Orquestra Imperial está indicada ao Prêmio TIM deste ano na categoria "Melhor Grupo de MPB".

O espetáculo começa às 21h, no Clube Monte Líbano (Av. Borges de Medeiros, 701 – Leblon/ RJ), hoje, dia 19 e 26 de junho. Ingressos: R$30 (meia-entrada para estudantes). Classificação etária: 18 anos. Capacidade: cinco mil pessoas. Telefone para informações: 2266-3800

terça-feira, 3 de junho de 2008

Salão Carioca de Humor apresenta 88 obras em Ipanema

Daniel Moncada




O 19º Salão Carioca de Humor começou nesta segunda-feira reune os melhores desenhistas do Brasil até o dia 31 de julho, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema.

O Salão é um evento anual promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio e pela Funarj, e exibirá 88 obras. Além de entreter os visitantes com uma exposição de humor, o evento premiará os três melhores artistas nas categorias charge, caricatura e quadrinhos.

O curador da exposição, Ricky Goodwin afirma que apesar de ser um evento divertido para o público, a tareja de selecionar os trabalhos foi mais complicada: “São muitos trabalhos de altíssima qualidade, ter que descartar alguns para dar lugar a outros não foi nada fácil”.

O evento também mostrará sua preocupação com o meio ambiente através do humor. O aquecimento global é um dos temas de destaque e é demonstrado através de diferentes pontos de vista.

Durante as premiações, haverá ainda uma apresentação da atriz e humorista Fabiana Karla (foto), do programa Zorra Total, da TV Globo.

O 19º Salão Carioca de Humor acontece entre os dias 2 de junho e 31 de julho, das 15h às 20h, na Casa de Cultura Laura Alvim, Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema. A entrada custa R$ 15.

Para mais informações, visite o site do evento


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Cultura no meio do caos

Renata Roxo

O carioca vive reclamando que o Rio tem poucas opções de programas culturais a preços acessíveis. Reclama de barriga cheia. Se o carioca conhecesse bem a cidade onde mora, veria que existem opções não só acessíveis, como estão bem mais perto do que ele imagina.

Um exemplo disso é o imponente casarão cor de rosa, do século XIV, que fica no meio do caos da Rua São Clemente, em Botafogo, por onde passam milhares de pessoas todos os dias que sequer o notam ou sabem todas as atividades e histórias que ele guarda e movimenta do lado de dentro de seus pesados portões.

Ali funciona a Fundação Casa de Rui Barbosa, que abriga um museu-casa que preserva o mobiliário e a memória do famoso jurista brasileiro; um centro de pesquisas especializado em história, direito, filologia e literatura; três bibliotecas (uma infantil) e um jardim quilométrico e tirar o fôlego - estar ali, é como não estar no centro de Botafogo. Tudo aberto ao público e disponível para consultas.

Como se não bastasse, a Fundação tem uma movimentada agenda de eventos, que inclui cursos, palestras, concertos, exibição de filmes e exposições. Todo primeiro domingo do mês, acontece uma programação especial para as crianças com contadores de histórias e oficinas de artes.

- Os nossos eventos costumam ter um público fiel e um dos nossos objetivos é ampliá-los cada vez mais. Acreditamos que muito desse público (dos eventos) aproveite a oportunidade para conhecer o nosso museu. - Atesta a Coordenadora substituta do Departamento de Difusão Cultural da Fundação, Mara Lima.

A programação completa dos eventos fica disponível no site da Fundação, mas você também pode dar um tempo na correria, entrar um pouco jardim adentro e ir descobrir por lá mesmo. Com certeza será muito bem recebido.
a
Fundação Casa de Rui Barbosa:
Rua São Clemente, 134 - Botafogo
Tel.: (21) 3289-4600
Horários de Funcionamento:
Jardim: 2ª a 6ª feira, das 8 às 18h; sábados e domingos, das 9 às 18h.
Museu: de 3ª a 6ª feira, das 9 às 17h30min. Aos sábados, domingos e feriados das 14 às 18h, com a última entrada 30 minutos antes do fechamento. A taxa de ingresso é R$ 2,00. Menores de 10 anos e maiores de 65 anos não pagam ingresso. Entrada franca aos domingos.
Biblioteca e arquivos: 2ª a 6ª feira, das 9 às 18h, com a última entrada 45 minutos antes do fechamento.
Biblioteca infantil: 2ª, 4ª e 6ª feira, das 9h30min. às 12h; 3ª e 5ª, das 14 às 17h.
a
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Descontos durante o mês de Junho para os cariocas

Agatha Ramos

Se você é carioca da gema ou morador do Rio de Janeiro e Grande Rio*, já não têm mais desculpas para deixar de visitar os pontos mais famosos da Cidade Maravilhosa, e o melhor, sem pesar no seu bolso.

Durante todo o mês de junho, o Projeto Carioquinha oferece descontos nas mais variadas atrações, pontos turísticos e atividades tradicionais da cidade, que incluem um Guia gastronômico e até um Guia de hospedagem. Basta apenas apresentar a carteira da identidade, se nascido no Rio de Janeiro, ou o comprovante de residência em seu nome.

Além de descontos em restaurantes, hotéis e pousadas na cidade, são mais de sessenta atrações na capital e no interior que incluem: vôo duplo de asa delta, rapel, trilhas ecológicas, mergulho nas Ilhas Cagarras, passeio turístico pela Baía de Guanabara, apresentações no Teatro Municipal, e os tradicionais Bondinho do Pão de Açúcar e Trem do Corcovado.

Os descontos variam entre 10% e 60%, alguns, inclusive, com entrada franca até o dia 30 de junho, data de término do Carioquinha.Quem quiser ainda, pode aproveitar os baixos preços nas hospedagens dos municípios vizinhos, como Cabo Frio, Búzios, Teresópolis, Petrópolis, Penedo, ou Angra dos Reis.
Para comemorar a 10ª edição do Projeto, um bolo de 10 metros de comprimento foi servido no Largo da Carioca na última sexta-feira (30/05). “O Carioquinha está democratizando o acesso aos atrativos turísticos e culturais do Rio de Janeiro. É uma oportunidade de o carioca conhecer melhor sua cidade e orgulhar-se de ter nascido e de viver aqui”, afirma José Carlos Sá, vice-presidente da Riotur, patrocinadora do Projeto.

*Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Paracambi, Nova Iguaçu, Queimados, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Planetário do Rio abre sessões de cinema para crianças e adultos

Daniel Moncada

O Planetário do Rio inaugurou no começo do mês uma série de exibições chamada Sessões de Cúpula.
São exibições de filmes de ficção e documentários realizados graças a um planetário de última

geração. Com uma sessão a cada dia da semana, o visitante, acomodado em confortáveis poltronas reclinadas, assiste a projeções na cúpula Carl Zeiss, onde experimenta a sensação de estar imerso no espaço.

O evento começa na quarta-feira com o documentário Desvendando o Sistema Solar. O filme mostra as principais descobertas que modificaram a visão do homem em relação ao nosso Sistema Solar, além de fazer uma viagem pela origem do Sol, dos planetas, dos satélites e dos pequenos corpos. Navega pelas recentes descobertas que motivaram uma reclassificação de alguns astros e aponta novas técnicas para a descoberta de sistemas de planetas ao redor de outras estrelas.

Aos sábados, as crianças se divertem com A Janela Mágica e O Projeto Científico, dois filmes de animação sobre pesquisa espacial e que ensinam, de forma divertida, um pouco sobre o espaço.

Nos domingos e feriados, a Grécia Antiga entra em cena numa ficção de Heleno Hauer. O filme é uma jornada pelo tempo de Homero, poeta da Grécia antiga, com o cavalo alado Pégaso. Nessa aventura, passeiam pelos planetas do Sistema Solar e contam as lendas de alguns deuses do Olimpo e mitos das constelações

Durante a semana, o preço da entrada inteira é 12 reias, meia 6 reais. Nos fins de semana, todos os visitantes pagam meia. As sessões para escolas devem ser agendadas pelo telefone 2540-0610.
O Planetário do Rio fica na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 - Gávea


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A ''Casa dos budas ditosos'' de volta ao Citibank Hall

Agatha Ramos

Após lotar a casa nas últimas apresentações, Fernanda Torres volta aos palcos cariocas com o espetáculo ''A Casa dos Budas Ditosos'', no Citibank Hall, para um curtíssima temporada nos dias 30 e 31 de maio.

A atriz interpreta uma libertina baiana de 68 anos, que detalha as experiências sexuais que teve ao longo da vida. A obra de João Ubaldo Ribeiro é adaptada por Domingos de Oliveira, que conserva as pitadas de humor e erotismo do original.

A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança para que Domingos de Oliveira e Fernanda Torres optassem pela limpeza absoluta, pondo em prática a máxima: quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais o livro ''Nossa Vida Sexual'', de Fritz Khan, e os dois Budas Ditosos - estátuas em miniatura de dois pequenos budas praticando sexo.

''A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós'', filosofa Domingos.

A Casa dos Budas Ditosos

Local: Citibank Hall
Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Preços: de R$30 a R$ 90
Dias: 30 e 31 de maio
Horário: 22h
Telefone: 0300-7896846 (todos os dias, das 9h às 21h)
Classificação etária: 18 anos

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terça-feira, 20 de maio de 2008

Jornalista brasileira lança livro sobre o Alaska

Daniel Moncada

Em 1996 a jornalista Luciana Whitaker trabalhava na sucursal carioca da Folha de São Paulo quando decidiu se aventurar numa viagem pelo Alaska. Aventureira desde criança e apaixonada por viagens, Luciana queria passar uns dias no gelo, sendo guiada por trenós puxados por cães.
Pouco antes de suas férias terminarem, resolveu visitar uma cidadezinha de 4 mil habitantes chamada Barrow. A cidade é composta predominantemente pela etnia eñupiaq (povo da verdade).

Encantada com o lugar, ela conheceu Kelly, um dos primeiros brancos da cidade. Alguns dias depois e com uma oferta de casamento nas mãos, Luciana voltou ao Brasil para fechar seu apartamento e embarcou de volta para o Alaska, dessa vez para ficar.

Onze anos depois, casada e com dois filhos, a jornalista volta ao Brasil e conta sua história num livro recheado de imagens espetaculares desse povo.
“A possibilidade de poder vivenciar uma cultura completamente diferente da minha me seduziu”, conta a jornalista. “A maneira que esse povo vive suas vidas e o conceito de convivência em sociedade que eles têm é fantástico”.

O livro Onze Anos no Alasca, lançado pela Ediouro e já está disponível nas grandes livrarias do país.




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Música e Poesia em Botafogo

Agatha Ramos

Coloque num liquidificador cinco músicos, dois escritores, um poeta, um cantor e adicione uma pitada de improvisação. O resultado? Muita música e poesia no palco do Cinemathèque Jam Club. Essa é a proposta do Projeto MaPa, que acaba de entrar na grade de programação da casa de Botafogo e terá agora edição mensal.

O projeto, idealizado e produzido por Marcello Magdaleno, ex-saxofonista da Banda Canastra, surgiu no ano passado e teve sua mais recente edição no dia 14 de maio. Em cada edição, um pequeno time de poetas, prosadores e músicos sobe ao palco para desfiar palavras e notas ao longo da noite, um de cada vez.

Os textos são declamados e a banda acompanha com arranjos que mudam de acordo com o contexto. ''Buscamos pessoas com trabalhos novos, artistas que transitem nas duas áreas - música e poesia'', explica o músico e produtor. Na platéia, há ainda um troca-troca de livros. Quem quiser pode levar um livro e trocar por outro.

Nesta última quarta-feira, subiram ao palco do Cinemathèque, o cantor e compositor Otto, o poeta Chacal, o escritor e jornalista Paulo Thiago de Mello e o escritor Flávio Izhaki, que leu trechos de seu romance ''De Cabeça Baixa'', lançado recentemente pela Editora Guarda-chuva.

Quem perdeu a última edição e quiser dar uma conferida nas fotos das apresentações, é só entrar no Blog do Projeto. Lá, tem pequenas entrevistas, poemas e textos declamados em cada edição, além de maiores informações sobre os autores.

Se você ficou animado, vale a pena dar um pulo no Cinemathèque Jam Club (Rua Voluntários da Pátria, 53). E para a próxima edição no dia 25 de junho, Magdaleno já adianta : ''Teremos Moraes Moreira mostrando poemas e repentes de seu livro " A História dos Novos Baianos''.


Retalho de respeito

Renata Roxo

O Canal Brasil foi criado para mostrar que não só o Brasil tem cultura, como faz cultura numa escala muito maior que a vista e a lembrada por nós. Para fugir da programação que, no ínicio, era mais focada em exibição de filmes, começou a abrir espaço e produzir seus próprios programas de variedades. O badaladérrimo ator Selton Mello tem um, assim como o polêmico e mítico ator Paulo César Pereio; o baiano multimídia Zéu Britto não podia ficar fora dessa!
Zéu faz parte daquela turma de baianos que invadiu o Rio de Janeiro e o grosso das produções televisivas e cinematográficas recentes - ele esteve em "Sexo Frágil", "A Diarista" e "Saneamento Básico", entre outros. Zéu é compositor, cantor, ator, diretor e apresentador do programa "Retalhão".

Segundo a diretora do programa, Fernanda Figueira, "O Retalhão é um programa de entretenimento, que procura fugir do lugar comum das revistas eletrônicas culturais. O apresentador é totalmente anti-convencional".

Além da estrela do apresentador, o programa traz ainda vídeos caseiros dos assinantes, clipes musicais, cartoons de Allan Sieber; tem colunistas fixos (Aldir Blanc, Augusto Boal, Ferreira Gullar, Zé Celso Martinez e Jorge Mautner) e é gravado em algum lugar ou evento específico escolhido pela produção.
"Às vezes, a gente não grava em eventos e daí bolamos uma dramaturgia com o Zéu, atores e não-atores (Zéu já "foi" psiquiatra, gari, bombeiro, etc). Esses tipos de programas são bem mais trabalhosos...", conta Fernanda.

O "Retalhão" é uma colcha de retalhos muito bem acertada, costurada, produzida e apresentada ao respeitável público.

Retalhão:
Domingos às 20:30h.
Reprises: quintas-feiras às 14h e sábados às 16h.
Canal Brasil. Canal 66 da NET.


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terça-feira, 13 de maio de 2008

Semana Nacional dos Museus traz programação variada

Daniel Moncada

Na comemoração da 6ª Semana Nacional de Museus, a Secretaria de Estado de Cultura preparou uma programação bem variada do dia 12 a 18 de maio. O evento, que se chama Museus Como Agente de Mudança Social e Desenvolvimento conta com palestras e exposições em cinco unidades da rede estadual.


Os temas são os mais variados. O Museu Carmem Miranda inaugura uma exposição com réplicas da indumentária da pequena notável e promove um curso de conservação em acervo têxtil. O Museu do Primeiro Reinado vai realizar, nos dias 14 e 15 de maio, visitas guiadas para deficientes dos institutos de Surdos e Mudos do Rio de Janeiro e Benjamin Constant. Palestras sobre a vinda da Família Real para o Brasil também serão oferecidas no museu, às 16h.
Nos dias 13 e 15 de maio, a Casa de Euclides da Cunha realiza palestra para alunos do ensino médio, visita guiada para 35 idosos do Grupo de 3ª Idade da região e um chá dançante com música ao vivo.

A grande novidade para aquelas que tem costume de visitar museus e pesquisadores, será o lançamento do site dos museus do Estado do Rio de Janeiro, em no dia 14 de maio, em parceria com a OI Futuro.
Nele, será possível realizar pesquisas on-line, visitar as salas de exposições e visitar parte do acervo dos museus.
O guia com a programação da semana Nacional de Museus está disponível no site da Rio-Tur:
http://www.riotur.com.br


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O fino da Black Music

Renata Roxo

Quem já foi numa festa de Black Music, sabe que é garantia de diversão e de gente bonita na pista, mas o que é Black Music?

Segundo a filipeta da festa Black Gold "é todo e qualquer gênero musical desenvolvido por negros e descendentes trazidos às Américas"; em claro e bom português: Rap, Hip Hop, Drum'n'Bass, Soul e Funk, entre outros. E é exatamente o encontro de todos esses gêneros que a festa promete para a próxima sexta-feira no Cais do Oriente, no Centro da cidade.

E o público?

- É um publico mais pop. Junta os undergrounds com a galera mais nova, que paga por luxo e sofisticação. - segundo o assessor de imprensa da festa, Joca Vidal.

A primeira edição contou com 800 pessoas e a organização espera que um número maior de pessoas apareça para esta segunda edição. Como atração, o residente Urcasônica Sound System e os convidados KL Jay (DJ do Racionais MC's) de São Paulo, o cantor Jacksom, de Porto Alegre e o badalado e carioca, DJ Marcelinho Da Lua.

A promessa da Black Gold é unir "a força do melhor da black music nacional com a vibe da nossa cidade". Um luxo.

Black Gold @ Cais do Oriente
Sexta, 16 de Maio de 2008
Com: Urcasônica Sound System (RJ)
KL Jay (SP), Jacksom (RS) & Marcelinho da Lua (RJ)
Antecipado: Mulher R$ 30/Homem R$ 60

No evento: Mulher R$ 40/Homem R$ 80

Venda antecipada exclusiva na Adidas Original's
Rua Garcia d'Avila, 130 – Ipanema

Tel.: 25127775

Cais do Oriente
Rua Visconde de Itaboraí, No. 08 – Centro
Tel.: 21-2233-2531
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A filosofia e as séries de TV

Agatha Ramos

O que teria em comum ''Sex and the City'', ''Simpsons'' e ''Friends'', com Platão, Nietzche e Schopenhauer? ''Tudo de que aprendi com a TV'', da Editora Ediouro, chega às livrarias e faz um paralelo entre essas e mais quatro séries de sucesso e alguns conceitos filosóficos.

Segundo o filósofo e autor do livro, Mark Rowlands, todos os dilemas que mais nos incomodam são tratados nos programas de TV, basta clicar no controle remoto para entrar em contato com a filosofia. Em Friends, por exemplo, ao explicar os conflitos de amizade e amor que existem entre os personagens Ross e Rachel, o autor utiliza conceitos de Platão, Aristóteles e Schopenhauer.

''O livro foi escrito para pessoas que querem entender como muitas idéias – filosóficas ou não – se infiltraram na cultura popular'' , diz o autor.

Para a estudante de 19 anos Alice Rocha, ''quando a série é bem escrita você acaba entendendo a personalidade dos personagens, isso te envolve com a série. Até porque acho mais válido quando o entretenimento acrescenta alguma coisa na sua vida''.

E por falar em cultura popular, a televisão definitivamente não pode deixar de ser citada. ''Não como um objeto que tem por fim só entreter e informar, mas como um formador de opinião que produz um reflexo direto na sociedade'', afirma o filósofo Carlos Coutinho.

Outros grandes nomes da Filosofia como Kant e Epicuro, são ainda abordados no livro, além de outras séries que se consagraram na história da televisão. São elas : Buffy, a caça vampiros, 24 horas, Família Soprano, Frasier e Seinfeld.


Mais do mesmo autor:
A Filosofia explicada pelos filmes de ficção científica

Veja também:
Simpsons e a Filosofia


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Z.É (Zenas Emprovisadas) toda terça no teatro João Caetano no RJ

Patrícia Duarte


O projeto Zenas Emprovisadas (Z.É.), é sobretudo um espetáculo de humor. Possui um elenco fixo de atores, como:Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga. A peça consiste em cenas que são improvisadas na hora pelos atores, fazendo com que cada espetáculo seja único e muito divertido.O público interage com os atores, propondo idéias de cenas, na qual eles terão que interpretar. O espetáculo é divido em três partes.

A primeira parte consiste em uma cena de humor, a única coisa ensaidada de toda a peça.A cena tem três serventias básicas: aquecer a platéia para a comédia; garantir que pelo menos alguma coisa dentro do espetáculo vai funcionar dentro do previsto e apresentar o ator convidado da semana em papel de destaque. Na segunda parte,Um professor convidado dará uma aula de improvisação para os quatro atores e o convidado, somente com exercícios práticos, elaborados por ele, através de seus métodos particulares de ensino. Os atores não tem conhecimento do que os esperava nessa cena, pois ela não é ensaiada.A terceira parte consiste nos jogos, feitos pelo professor, e antes escolhidos pelo elenco do espetáculo e aprovado pelo diretor geral.

Nesses jogos, a ambientação, tema e personagens (dependendo do exercício) são sugeridos pela platéia (em cena ou antes do espetáculo começar, dependendo do exercício). Essa estrutura se mantém em todas as apresentações, mudando apenas o esquete a ser apresentado, o professor e o ator convidados, e o resultado dos jogos da terceira parte, por decorrência das sugestões da platéia."Numa noite de insônia, levantei às 3 da manhã e escrevi o tal projeto. Mas como eu nunca tinha escrito um projeto na vida, achei que era uma loucura e engavetei-o para todo o sempre.Tempos depois, marquei uma reunião com o Rafael Queiroga e Gregório Duvivier (dois infelizes que eu catei na sarjeta e devem tudo que são a mim), ambos crias do Tablado como eu, para montarmos uma peça com nossos esquetes preferidos. Começamos a reunião escolhendo os esquetes, buscando uma chance de montar algo com o nosso tipo de humor (muito influenciado por Monty Python) – um tipo de humor não tínhamos a oportunidade de fazer nem de ver em outros lugares.Ficamos de blábláblá até às três da manhã, quando, indo comer no Bobs, alguém falou “a gente podia esquecer tudo isso e fazer um negócio que nem Whose Line Is It, Anyway? (programa de improvisação que passa na Sony)” e eu falei “Carácoles! Eu já tenho um projeto pra isso”. Reiniciamos a reunião, eu carreguei meu caderno para a Lanchonete, mostrei o projeto pra eles e dei as folhas para o Rafael Queiroga (que em seguida as queimou como se de um crime fossem provas) para que ele batesse o projeto definitivo. Escolhemos os jogos, e começamos a treinar." Fernando Caruso, explicando como nasceu o Z.É.

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