terça-feira, 20 de maio de 2008

Jornalista brasileira lança livro sobre o Alaska

Daniel Moncada

Em 1996 a jornalista Luciana Whitaker trabalhava na sucursal carioca da Folha de São Paulo quando decidiu se aventurar numa viagem pelo Alaska. Aventureira desde criança e apaixonada por viagens, Luciana queria passar uns dias no gelo, sendo guiada por trenós puxados por cães.
Pouco antes de suas férias terminarem, resolveu visitar uma cidadezinha de 4 mil habitantes chamada Barrow. A cidade é composta predominantemente pela etnia eñupiaq (povo da verdade).

Encantada com o lugar, ela conheceu Kelly, um dos primeiros brancos da cidade. Alguns dias depois e com uma oferta de casamento nas mãos, Luciana voltou ao Brasil para fechar seu apartamento e embarcou de volta para o Alaska, dessa vez para ficar.

Onze anos depois, casada e com dois filhos, a jornalista volta ao Brasil e conta sua história num livro recheado de imagens espetaculares desse povo.
“A possibilidade de poder vivenciar uma cultura completamente diferente da minha me seduziu”, conta a jornalista. “A maneira que esse povo vive suas vidas e o conceito de convivência em sociedade que eles têm é fantástico”.

O livro Onze Anos no Alasca, lançado pela Ediouro e já está disponível nas grandes livrarias do país.




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Música e Poesia em Botafogo

Agatha Ramos

Coloque num liquidificador cinco músicos, dois escritores, um poeta, um cantor e adicione uma pitada de improvisação. O resultado? Muita música e poesia no palco do Cinemathèque Jam Club. Essa é a proposta do Projeto MaPa, que acaba de entrar na grade de programação da casa de Botafogo e terá agora edição mensal.

O projeto, idealizado e produzido por Marcello Magdaleno, ex-saxofonista da Banda Canastra, surgiu no ano passado e teve sua mais recente edição no dia 14 de maio. Em cada edição, um pequeno time de poetas, prosadores e músicos sobe ao palco para desfiar palavras e notas ao longo da noite, um de cada vez.

Os textos são declamados e a banda acompanha com arranjos que mudam de acordo com o contexto. ''Buscamos pessoas com trabalhos novos, artistas que transitem nas duas áreas - música e poesia'', explica o músico e produtor. Na platéia, há ainda um troca-troca de livros. Quem quiser pode levar um livro e trocar por outro.

Nesta última quarta-feira, subiram ao palco do Cinemathèque, o cantor e compositor Otto, o poeta Chacal, o escritor e jornalista Paulo Thiago de Mello e o escritor Flávio Izhaki, que leu trechos de seu romance ''De Cabeça Baixa'', lançado recentemente pela Editora Guarda-chuva.

Quem perdeu a última edição e quiser dar uma conferida nas fotos das apresentações, é só entrar no Blog do Projeto. Lá, tem pequenas entrevistas, poemas e textos declamados em cada edição, além de maiores informações sobre os autores.

Se você ficou animado, vale a pena dar um pulo no Cinemathèque Jam Club (Rua Voluntários da Pátria, 53). E para a próxima edição no dia 25 de junho, Magdaleno já adianta : ''Teremos Moraes Moreira mostrando poemas e repentes de seu livro " A História dos Novos Baianos''.


Retalho de respeito

Renata Roxo

O Canal Brasil foi criado para mostrar que não só o Brasil tem cultura, como faz cultura numa escala muito maior que a vista e a lembrada por nós. Para fugir da programação que, no ínicio, era mais focada em exibição de filmes, começou a abrir espaço e produzir seus próprios programas de variedades. O badaladérrimo ator Selton Mello tem um, assim como o polêmico e mítico ator Paulo César Pereio; o baiano multimídia Zéu Britto não podia ficar fora dessa!
Zéu faz parte daquela turma de baianos que invadiu o Rio de Janeiro e o grosso das produções televisivas e cinematográficas recentes - ele esteve em "Sexo Frágil", "A Diarista" e "Saneamento Básico", entre outros. Zéu é compositor, cantor, ator, diretor e apresentador do programa "Retalhão".

Segundo a diretora do programa, Fernanda Figueira, "O Retalhão é um programa de entretenimento, que procura fugir do lugar comum das revistas eletrônicas culturais. O apresentador é totalmente anti-convencional".

Além da estrela do apresentador, o programa traz ainda vídeos caseiros dos assinantes, clipes musicais, cartoons de Allan Sieber; tem colunistas fixos (Aldir Blanc, Augusto Boal, Ferreira Gullar, Zé Celso Martinez e Jorge Mautner) e é gravado em algum lugar ou evento específico escolhido pela produção.
"Às vezes, a gente não grava em eventos e daí bolamos uma dramaturgia com o Zéu, atores e não-atores (Zéu já "foi" psiquiatra, gari, bombeiro, etc). Esses tipos de programas são bem mais trabalhosos...", conta Fernanda.

O "Retalhão" é uma colcha de retalhos muito bem acertada, costurada, produzida e apresentada ao respeitável público.

Retalhão:
Domingos às 20:30h.
Reprises: quintas-feiras às 14h e sábados às 16h.
Canal Brasil. Canal 66 da NET.


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terça-feira, 13 de maio de 2008

Semana Nacional dos Museus traz programação variada

Daniel Moncada

Na comemoração da 6ª Semana Nacional de Museus, a Secretaria de Estado de Cultura preparou uma programação bem variada do dia 12 a 18 de maio. O evento, que se chama Museus Como Agente de Mudança Social e Desenvolvimento conta com palestras e exposições em cinco unidades da rede estadual.


Os temas são os mais variados. O Museu Carmem Miranda inaugura uma exposição com réplicas da indumentária da pequena notável e promove um curso de conservação em acervo têxtil. O Museu do Primeiro Reinado vai realizar, nos dias 14 e 15 de maio, visitas guiadas para deficientes dos institutos de Surdos e Mudos do Rio de Janeiro e Benjamin Constant. Palestras sobre a vinda da Família Real para o Brasil também serão oferecidas no museu, às 16h.
Nos dias 13 e 15 de maio, a Casa de Euclides da Cunha realiza palestra para alunos do ensino médio, visita guiada para 35 idosos do Grupo de 3ª Idade da região e um chá dançante com música ao vivo.

A grande novidade para aquelas que tem costume de visitar museus e pesquisadores, será o lançamento do site dos museus do Estado do Rio de Janeiro, em no dia 14 de maio, em parceria com a OI Futuro.
Nele, será possível realizar pesquisas on-line, visitar as salas de exposições e visitar parte do acervo dos museus.
O guia com a programação da semana Nacional de Museus está disponível no site da Rio-Tur:
http://www.riotur.com.br


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O fino da Black Music

Renata Roxo

Quem já foi numa festa de Black Music, sabe que é garantia de diversão e de gente bonita na pista, mas o que é Black Music?

Segundo a filipeta da festa Black Gold "é todo e qualquer gênero musical desenvolvido por negros e descendentes trazidos às Américas"; em claro e bom português: Rap, Hip Hop, Drum'n'Bass, Soul e Funk, entre outros. E é exatamente o encontro de todos esses gêneros que a festa promete para a próxima sexta-feira no Cais do Oriente, no Centro da cidade.

E o público?

- É um publico mais pop. Junta os undergrounds com a galera mais nova, que paga por luxo e sofisticação. - segundo o assessor de imprensa da festa, Joca Vidal.

A primeira edição contou com 800 pessoas e a organização espera que um número maior de pessoas apareça para esta segunda edição. Como atração, o residente Urcasônica Sound System e os convidados KL Jay (DJ do Racionais MC's) de São Paulo, o cantor Jacksom, de Porto Alegre e o badalado e carioca, DJ Marcelinho Da Lua.

A promessa da Black Gold é unir "a força do melhor da black music nacional com a vibe da nossa cidade". Um luxo.

Black Gold @ Cais do Oriente
Sexta, 16 de Maio de 2008
Com: Urcasônica Sound System (RJ)
KL Jay (SP), Jacksom (RS) & Marcelinho da Lua (RJ)
Antecipado: Mulher R$ 30/Homem R$ 60

No evento: Mulher R$ 40/Homem R$ 80

Venda antecipada exclusiva na Adidas Original's
Rua Garcia d'Avila, 130 – Ipanema

Tel.: 25127775

Cais do Oriente
Rua Visconde de Itaboraí, No. 08 – Centro
Tel.: 21-2233-2531
Rio de Janeiro (Entrada pela Rua 1º. de Março)
http://www.caisdooriente.com.br/

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A filosofia e as séries de TV

Agatha Ramos

O que teria em comum ''Sex and the City'', ''Simpsons'' e ''Friends'', com Platão, Nietzche e Schopenhauer? ''Tudo de que aprendi com a TV'', da Editora Ediouro, chega às livrarias e faz um paralelo entre essas e mais quatro séries de sucesso e alguns conceitos filosóficos.

Segundo o filósofo e autor do livro, Mark Rowlands, todos os dilemas que mais nos incomodam são tratados nos programas de TV, basta clicar no controle remoto para entrar em contato com a filosofia. Em Friends, por exemplo, ao explicar os conflitos de amizade e amor que existem entre os personagens Ross e Rachel, o autor utiliza conceitos de Platão, Aristóteles e Schopenhauer.

''O livro foi escrito para pessoas que querem entender como muitas idéias – filosóficas ou não – se infiltraram na cultura popular'' , diz o autor.

Para a estudante de 19 anos Alice Rocha, ''quando a série é bem escrita você acaba entendendo a personalidade dos personagens, isso te envolve com a série. Até porque acho mais válido quando o entretenimento acrescenta alguma coisa na sua vida''.

E por falar em cultura popular, a televisão definitivamente não pode deixar de ser citada. ''Não como um objeto que tem por fim só entreter e informar, mas como um formador de opinião que produz um reflexo direto na sociedade'', afirma o filósofo Carlos Coutinho.

Outros grandes nomes da Filosofia como Kant e Epicuro, são ainda abordados no livro, além de outras séries que se consagraram na história da televisão. São elas : Buffy, a caça vampiros, 24 horas, Família Soprano, Frasier e Seinfeld.


Mais do mesmo autor:
A Filosofia explicada pelos filmes de ficção científica

Veja também:
Simpsons e a Filosofia


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Z.É (Zenas Emprovisadas) toda terça no teatro João Caetano no RJ

Patrícia Duarte


O projeto Zenas Emprovisadas (Z.É.), é sobretudo um espetáculo de humor. Possui um elenco fixo de atores, como:Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga. A peça consiste em cenas que são improvisadas na hora pelos atores, fazendo com que cada espetáculo seja único e muito divertido.O público interage com os atores, propondo idéias de cenas, na qual eles terão que interpretar. O espetáculo é divido em três partes.

A primeira parte consiste em uma cena de humor, a única coisa ensaidada de toda a peça.A cena tem três serventias básicas: aquecer a platéia para a comédia; garantir que pelo menos alguma coisa dentro do espetáculo vai funcionar dentro do previsto e apresentar o ator convidado da semana em papel de destaque. Na segunda parte,Um professor convidado dará uma aula de improvisação para os quatro atores e o convidado, somente com exercícios práticos, elaborados por ele, através de seus métodos particulares de ensino. Os atores não tem conhecimento do que os esperava nessa cena, pois ela não é ensaiada.A terceira parte consiste nos jogos, feitos pelo professor, e antes escolhidos pelo elenco do espetáculo e aprovado pelo diretor geral.

Nesses jogos, a ambientação, tema e personagens (dependendo do exercício) são sugeridos pela platéia (em cena ou antes do espetáculo começar, dependendo do exercício). Essa estrutura se mantém em todas as apresentações, mudando apenas o esquete a ser apresentado, o professor e o ator convidados, e o resultado dos jogos da terceira parte, por decorrência das sugestões da platéia."Numa noite de insônia, levantei às 3 da manhã e escrevi o tal projeto. Mas como eu nunca tinha escrito um projeto na vida, achei que era uma loucura e engavetei-o para todo o sempre.Tempos depois, marquei uma reunião com o Rafael Queiroga e Gregório Duvivier (dois infelizes que eu catei na sarjeta e devem tudo que são a mim), ambos crias do Tablado como eu, para montarmos uma peça com nossos esquetes preferidos. Começamos a reunião escolhendo os esquetes, buscando uma chance de montar algo com o nosso tipo de humor (muito influenciado por Monty Python) – um tipo de humor não tínhamos a oportunidade de fazer nem de ver em outros lugares.Ficamos de blábláblá até às três da manhã, quando, indo comer no Bobs, alguém falou “a gente podia esquecer tudo isso e fazer um negócio que nem Whose Line Is It, Anyway? (programa de improvisação que passa na Sony)” e eu falei “Carácoles! Eu já tenho um projeto pra isso”. Reiniciamos a reunião, eu carreguei meu caderno para a Lanchonete, mostrei o projeto pra eles e dei as folhas para o Rafael Queiroga (que em seguida as queimou como se de um crime fossem provas) para que ele batesse o projeto definitivo. Escolhemos os jogos, e começamos a treinar." Fernando Caruso, explicando como nasceu o Z.É.

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