Renata Roxo
A Bossa Nova, em seus cinqüenta anos, reúne uma vastidão de histórias, personagens, gêneros musicais surgidos a partir dela. O escritor Ruy Castro passou dois anos pesquisando todas estas vertentes antes de conseguir lançar o livro "Chega de Saudade" (Cia. das Letras, 1990), tido como a melhor biografia existente da Bossa; aqui neste blog, isso não será possível.
No decorrer das matérias, uma pergunta surgiu:
A música brasileira seria a mesma se não existisse a Bossa Nova?
Fomos atrás de quem pudesse respondê-la.
O escritor e estudioso da Música Popular Brasileira, Renato Vivacqua, é membro do Clube da Bossa Nova de Brasília e é contra os que colocam a Bossa como divisor de aguas da MPB. Segundo ele, "O nosso cancioneiro popular sempre foi muito rico antes mesmo de 1958. A Bossa Nova durou pouco em razão (segundo depoimento de seus principais vultos ainda vivos) de ter se tornado um modismo e com isso foi invadida por um enxame de picaretas incompetentes que a desvalorizaram." Para ele "A Bossa Nova foi oportuna numa época de colonialismo musical, tendo valorizado muito o instrumentista então relegado. Mas, sem dúvida abriu os olhos do mundo para nós."
Já o músico e compositor Toquinho, que foi parceiro do ícone Vinícius de Moraes, acha que "Não só a música brasileira, mas o universo musical não seria o mesmo se não tivesse recebido as influências renovadoras da Bossa Nova, que conquista gerações a cada novo impacto provocado por suas características."
Ao escrever sobre a Bossa e comemorar também os seus 50 anos, este blog assume a importância que ela teve e tem para a música popular brasileira, que é um assunto a ser conhecido, estudado, que merece ser ouvido, mas prefere deixar a opinião a seu cargo;criamos uma comunidade no site de relacionamentos Orkut, onde você pode dar a sua resposta à esta pergunta também.
Participe!
Bossa Nova - A Enquete
Ruy Castro
Renato Vivacqua
Toquinho
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Meio século de Bossa - Em alta e se renovando
Em meio às comemorações de meio século de vida da Bossa Nova seus precursores ,ainda na ativa, fazem cada vez mais shows pela cidade. Mas existe uma turma que é bem mais nova, não era nascida em 1958, e que também faz e vive de Bossa.
Na maior parte dos casos, eles usam a música como base para criar uma nova música. Quem já não ouviu a cantora Fernanda Porto, que estourou com uma gostosa versão em drum'n'bass de "Só tinha de ser com você", de Tom Jobim? Ou não ouviu falar do disco que Fernanda Takai, cantora do grupo mineiro Pato Fu, acabou de lançar com regravações de clássicos de Nara Leão?
Entre os artistas mais badalados na nova Bossa Nova, estão filhos de "bossanovistas", como a cantora Clara Moreno (filha de Joyce) e Bebel Gilberto (filha de Miúcha e João Gilberto), ambas com trabalhos largamente elogiados no exterior e composições de próprio punho, além das versões exigidas pelo público. O Bossacucanova conta com o próprio Roberto Menescal entre seus integrantes, que fazem remixes de canções como "Canto de Ossanha", "Barquinho" e "Influência do Jazz", além de trabalhos para outros compositores.
Para o compositor Toquinho, parceiro de Vinícius de Moraes "A Bossa Nova representa uma sensação de renovação constante. É como se tudo se refisesse em função de uma beleza que perdura independente do tempo e da idade".
Mais do que nunca ela está em alta e se renovando.
Saiba e ouça mais sobre eles:
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Escola de Artes Visuais do Parque Lage inaugura exposição de alunos
Daniel Moncada
Alunos dos cursos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage ministrados pelo artista plástico e professor Orlando Mollica abrem, no dia 15 de abril, a exposição Modo de Expressão: Recursos de Linguagem Para Expor Novas Idéias.
Os alunos vão utilizar a livre interpretação sobre performances apresentadas em aula por modelos vivos, além de trabalhos utilizando os recursos do desenho e da pintura, explorando a individualidade de cada aluno.
A exposição, que fica em cartaz até dia 4 de maio, receberá quatro artistas - Franz Manata, Guilherme Bueno, Pedro Fonseca e Orlando Mollica - que farão uma palestra, no dia 16 de abril, às 19h. Barthô Andrade, Cristina Sá, David Marques, Dirce Fett, Lúcia Fernandes, Márcio Ziese, Maria Romani, Mariana Benvenutti, Mirella Farias, Rodrigo Ferreira, Roger Penny e Rogério Miranda são os artistas que apresentarão seus trabalhos na mostra.
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage é palco de inúmeras manifestações vinculadas às artes plásticas no Brasil e foi fundada em 1975. A instituição se mantém como um dos principais núcleos brasileiros de formação em artes visuais, um fórum de reflexão e debate sobre os principais problemas da arte atual. Freqüentaram seus cursos importantes nomes da produção artística contemporânea do país, conquistando a escola projeção nacional e internacional.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage - Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico
Tel: (21)2538.1091 /1879
Visitação: De segunda a quinta das 09h às 22h. Sexta a dom. das 10h às 17h
http://www.eavparquelage.org.br/
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Alunos dos cursos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage ministrados pelo artista plástico e professor Orlando Mollica abrem, no dia 15 de abril, a exposição Modo de Expressão: Recursos de Linguagem Para Expor Novas Idéias.
Os alunos vão utilizar a livre interpretação sobre performances apresentadas em aula por modelos vivos, além de trabalhos utilizando os recursos do desenho e da pintura, explorando a individualidade de cada aluno.

A exposição, que fica em cartaz até dia 4 de maio, receberá quatro artistas - Franz Manata, Guilherme Bueno, Pedro Fonseca e Orlando Mollica - que farão uma palestra, no dia 16 de abril, às 19h. Barthô Andrade, Cristina Sá, David Marques, Dirce Fett, Lúcia Fernandes, Márcio Ziese, Maria Romani, Mariana Benvenutti, Mirella Farias, Rodrigo Ferreira, Roger Penny e Rogério Miranda são os artistas que apresentarão seus trabalhos na mostra.
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage é palco de inúmeras manifestações vinculadas às artes plásticas no Brasil e foi fundada em 1975. A instituição se mantém como um dos principais núcleos brasileiros de formação em artes visuais, um fórum de reflexão e debate sobre os principais problemas da arte atual. Freqüentaram seus cursos importantes nomes da produção artística contemporânea do país, conquistando a escola projeção nacional e internacional.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage - Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico
Tel: (21)2538.1091 /1879
Visitação: De segunda a quinta das 09h às 22h. Sexta a dom. das 10h às 17h
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Novo point na noite carioca
Agatha Ramos
Cada vez mais, áreas da cidade antes esquecidas, voltam a fazer parte do roteiro dos cariocas. Já foi a vez da Lapa, com a reabertura do Circo Voador e a inauguração do Teatro Odisséia. Hoje, os holofotes se voltam para a Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Cada vez mais, áreas da cidade antes esquecidas, voltam a fazer parte do roteiro dos cariocas. Já foi a vez da Lapa, com a reabertura do Circo Voador e a inauguração do Teatro Odisséia. Hoje, os holofotes se voltam para a Zona Portuária do Rio de Janeiro.
A Praça Mauá, antes sinônimo de área de prostituição e considerada por muitos uma região perigosa e deserta, vem passando por um processo de revitalização, que atraiu, por exemplo, a badalada boate The Week para o local.
Com capacidade para 2.000 pessoas, uma matriz em São Paulo, além de outra filial em Florianópolis, a boate abriu suas portas recentemente por aqui e foi uma das novidades responsáveis em transformar a cara da região.Além de uma fachada de palacete, a mega-estrutura da casa conta com duas pistas, lounges, área open air, piscina, bares, banheiros de alto luxo, área master, camarotes e ar-condicionados bastante eficientes.
Desde sua inauguração, a casa tornou-se o endereço fixo da música eletrônica no Rio de Janeiro, recebendo frequentemente grandes nomes da cena mundial.
Segundo o empresário paulista André Almada, sócio da The Week, "Antes todo mundo torcia o nariz para a Zona Portuária, que estava deserta e degradada, agora, com a chegada de novas opções de entretenimento, a situação mudou'', comemora.
Saindo da música eletrônica e indo para uma programação que inclui choro e samba, o bar Trapiche Gamboa, também na Rua Sacadura Cabral, foi outro responsável por essa metamorfose.Eleito pela Veja Rio como o melhor bar com música ao vivo, o antigo sobrado de 1867, depois de reformado, passou a ser palco de noites concorridas nos finais de semana.
Com uma capacidade mais modesta de, mais ou menos, 400 pessoas, a casa oferece shows de terça a sábado e possui 3 andares, além de um jardim para quem quiser conversar ao ar livre. No cardápio os destaques vão para a cerveja de garrafa, sempre gelada, e comidinhas de boteco.
The Week International
Rua Sacadura Cabral, 154 - Saúde
Telefone : 2253 - 1020
Bar Trapiche Gamboa
Rua Sacadura Cabral, 155 - Saúde
Telefone : 2516 - 0868
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terça-feira, 8 de abril de 2008
Jornalista lança livro sobre movimento hippie
Daniel Moncada
O jornalista Joel Macedo lança ess semana o livro “Albatroz – O encontro das tribos na Califórnia dos Anos 60”. Escrito entre 2006 e 2007, “Albatroz” baseia-se no movimento hippie e mostra como alguns conseguiram escapar mantendo a lucidez. Joel visitou os festivais de rock e o movimento hippie da Califórnia para resgatar uma trilha que parecia definitivamente perdida.

O escritor fez parte das fileiras da primeira edição do jornal (hoje revista) Rolling Stone no Brasil, participou do movimento de imprensa alternativa dos anos 1970, no Rio de Janeiro. Atravessou os Estados Unidos por terra em duas ocasiões presenciando as transformações dos anos 60, e viajou por Europa, Norte da África, Ásia Central, Índia e Nepal como correspondente.
“Albatroz” é um romance que começa no Festival de Altamont em 1969, onde os Rolling Stones cometeram o erro de contratar os Hell Angles para a segurança e faz uma remissão ao Verão do amor em 1967, às experiências com LSD de Timothy Leary e Ken Kesey, tudo ao longo da história de dois amigos, um brasileiro e um americano, unidos pelo acaso.
A edição foi toda bancada pelo próprio Joel e ele afirma que o livro não se baseia em acontecimentos biográficos: “'Albatroz' é um livro de ficção, eu sou um contador de histórias. Talvez um dos únicos da geração hippie. Eu falo do que vivi naquela época. Mas se eu te disser que estive em Altamont vou estar me entregando. Por acaso, eu estava na Califórnia em dezembro de 1969, mas não estive em Altamont. Só meus personagens estiveram".
O livro está a venda nas livrarias Argumento, Galileu, Travessa e Saraiva.
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O jornalista Joel Macedo lança ess semana o livro “Albatroz – O encontro das tribos na Califórnia dos Anos 60”. Escrito entre 2006 e 2007, “Albatroz” baseia-se no movimento hippie e mostra como alguns conseguiram escapar mantendo a lucidez. Joel visitou os festivais de rock e o movimento hippie da Califórnia para resgatar uma trilha que parecia definitivamente perdida.

O escritor fez parte das fileiras da primeira edição do jornal (hoje revista) Rolling Stone no Brasil, participou do movimento de imprensa alternativa dos anos 1970, no Rio de Janeiro. Atravessou os Estados Unidos por terra em duas ocasiões presenciando as transformações dos anos 60, e viajou por Europa, Norte da África, Ásia Central, Índia e Nepal como correspondente.
“Albatroz” é um romance que começa no Festival de Altamont em 1969, onde os Rolling Stones cometeram o erro de contratar os Hell Angles para a segurança e faz uma remissão ao Verão do amor em 1967, às experiências com LSD de Timothy Leary e Ken Kesey, tudo ao longo da história de dois amigos, um brasileiro e um americano, unidos pelo acaso.
A edição foi toda bancada pelo próprio Joel e ele afirma que o livro não se baseia em acontecimentos biográficos: “'Albatroz' é um livro de ficção, eu sou um contador de histórias. Talvez um dos únicos da geração hippie. Eu falo do que vivi naquela época. Mas se eu te disser que estive em Altamont vou estar me entregando. Por acaso, eu estava na Califórnia em dezembro de 1969, mas não estive em Altamont. Só meus personagens estiveram".
O livro está a venda nas livrarias Argumento, Galileu, Travessa e Saraiva.
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Oportunidade de estágios para estudantes universitários
Patrícia DuarteFoi divulgado em todo Estado do Rio de Janeiro que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promoverá nos dias 15, 16 e 17 a Feira de Estágios e Trainee da instituição, no campus da Praia Vermelha, em Botafogo. Serão mais de 2.000 oportunidades, 25 grandes empresas como: Oi, IBM, Souza Cruz, Ambev, Deloitte, Lojas Americanas, PricewaterhouseCoopers, KPMG, Unibanco, CIEE, Fundação Mudes, Banco BBM, Andima, CI, Accenture, Ampla, ZAP, Mongeral e Frescatto.
A expectativa é que 30.000 estudantes visitem a feira. A Feira será realizada das 12h às 19h, a entrada é franca e aberta a todos universitários. Todos os jovens universitários deverão aproveitar essa oportunidade, além de uma bolsa auxílio, ganham experiência profissional, o que nos dias de hoje é muito importante para o currículo da futura carreira profissional. Os estudantes não devem esquecer de levar todos os documentos necessários para realizar o cadastro de oportunidade nas empresas. "Essa feira é muito importante para nós, alunos, que queremos melhorar cada vez mais a nossa carreira profissional, além de ganhar um bom currículo, temos a chance de mostrar nossos talentos para as grandes esmpresas." disse Clarissa Mattos, estudante de psicologia da UFRJ.
Meio século de Bossa - uma breve introdução
Renata RoxoEste ano, um dos mais festejados e comentados aniversários é de um gênero musical: a Bossa Nova faz cinqüenta anos.
Você, com quase toda certeza, ainda não era nascido, mas conhece (agora com toda a certeza) alguma música dessa turma como "Garota de Ipanema" ou "Águas de março". É um dos gêneros mais gravados até hoje, com o maior número de versões. É tema de livros e estudos, trilha sonora de um sem número de filmes, novelas e histórias de amor e foi o berço de grandes nomes da nossa história musical. Os maiores ícones atendiam pelos nomes de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Nara Leão e João Gilberto - este ainda fazendo (raros) shows até hoje - e até o "Rei" Roberto Carlos passou por ela.
A origem do nome de batismo ninguém sabe muito bem, passa de uma música de Noel Rosa dos anos 30 a um engraxate até chegar a Roberto Menescal. Este conta que foi fazer um show com a cantora Sylvia Telles e ao ser indagado sobre o nome da banda respondeu "Bossa Nova".
O que se ouve é que tudo começou numa reunião no apartamento de Nara Leão na zona sul do Rio de Janeiro em meados dos anos 50; apesar disso, o que define a data de aniversário é o lançamento dos compactos "Ca
nção do amor demais" em que Elizeth Cardoso canta músicas de Tom e Vinícius e "Chega de saudade" de João Gilberto, em 1958.
nção do amor demais" em que Elizeth Cardoso canta músicas de Tom e Vinícius e "Chega de saudade" de João Gilberto, em 1958.Nesta época, o Brasil vivia "os anos dourados" e a Bossa Nova ajudou a acabar com o complexo da juventude de que nós éramos um país inferior; era muito mais que letras bobinhas e gatinhas de biquinis na praia de Ipanema.
É uma história comprida para ser tão resumida e com personagens ricos e interessantes, que, ainda que não mais presentes, merecem todas as homenagens.
Saiba um pouco mais sobre a história da Bossa Nova:
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